sábado, 20 de março de 2010

SÉCULO XIX - ASPECTOS HISTÓRICOS

 SÉCULO XIX – ALGUNS ASPECTOS HISTÓRICOS
 
 
 1804 – 28 de Maio Napoleão Bonaparte é proclamado imperador da França.


1804 –12 de Fevereiro – morre Immanuel Kant


1806 – Napoleão Bonaprte decretou o Bloqueio continental


1808 – 7 de março - Chegada da Família Real portuguesa ao Rio de Janeiro.


1821 – 24 de abril - O Rei D. João VI parte do Brasil, de volta para Portugal, deixando seu filho D. Pedro I como Regente do Brasil


1822 – Independência do Brasil e D. Pedro é aclamado imperador; em 26 de maio - Kaspar Hauser, a criança selvagem, é descoberto nas ruas de Nuremberga (Alemanha)


1830 – 15 de Setembro - No Reino Unido, é inaugurada a Liverpool and Manchester Railway. É a primeira ferrovia de transporte de passageiros do mundo, usando somente locomotivas a vapor


1830 – Revoluções burguesas – Nos últimos anos do reinado de Luís XVIII (1814-1824) e por todo o reinado de Carlos X, o conde de Artois (1824-1830), sucederam-se perturbações internas graves. Este monarca decidiu confiar a chefia do governo ao príncipe de Polignac. Longe de resolver os problemas o novo estadista preocupou-se com uma bem sucedida expedição à Argélia. A publicação das Ordenações de Julho (Ordenanças de Julho), em 25 de Julho de 1830, suprimindo a liberdade de imprensa, dissolvendo a câmara, reduzindo o eleitorado, anulando as últimas eleições e permitindo-se governar através de decretos, deu origem ao levantamento de barricadas em Paris (1830) e à generalização da luta civil que conduziria à Monarquia de Julho, cujo clima perpassa pelas páginas de Os Miseráveis, de Victor Hugo. Carlos X parte para o exílio. Sucede-lhe o primo Luís Filipe I, conhecido como "o rei burguês". Os financistas viram-se representados, uma vez que o próprio monarca era oriundo daquelas fileiras. Apoiado por banqueiros como Casimire Pérere e contando com ministros como Thiers ou François Guizot, a nova monarquia vem assim conseguir impor um clima de paz e prosperidade. O reinado de Luís Filipe revelou-se arquiconservador, gerando insatisfações. O descontentamento popular contra o rei Luís Filipe e seu ministro Guizot avolumava-se desde 1846, estimulado pela crise econômica. Apesar disso, o poder julgava-se solidamente instalado, com apoio dos conservadores, sobretudo banqueiros. As revoltas populares, entretanto, sucederam-se a tal ponto que a própria Guarda Nacional acabou por as apoiar, aderindo à sedição.


1831 – 27 de dezembro - Charles Darwin embarca no HMS Beagle para a sua viagem ao redor do globo, observando a fauna e a flora da América do Sul e principalmente das ilhas Galápagos


1835 - Ano de criação do Revólver


1837 – Samuel Finley Breese Morse inventa o telégrafo


1845 – 8 de agosto - através do Bill Aberdeen o Reino Unido coíbe o tráfico negreiro internacional


1848 – Em Paris, inicia-se a Revolução de 1848 (Dá-se o nome de Revoluções de 1848 à série de revoluções na Europa central e oriental que eclodiram em função de regimes governamentais autocráticos, de crises econômicas, de falta de representação política das classes médias e do nacionalismo despertado nas minorias da Europa central e oriental, que abalaram as monarquias da Europa, onde tinham fracassado as tentativas de reformas políticas e econômicas. Também chamada de Primavera dos Povos, este conjunto de revoluções, de caráter liberal, democrático e nacionalista, foi iniciado por membros da burguesia e da nobreza que exigiam governos constitucionais, e por trabalhadores e camponeses que se rebelaram contra os excessos e a difusão das práticas capitalistas.)


1853 – em 19 de Janeiro, estreia da ópera de Giuseppe Verdi O Trovador


1857 – 8 de Março - Ataque incendiário da polícia causa morte de cento e vinte e nove operárias da fábrica Cotton, em Nova Iorque que leve, anos mais tarde à criação do Dia Internacional da Mulher


1859 – Charles Robert Darwin publica seu livro "A Origem das Espécies" (do original, em inglês, On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or The Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life)


1861 – Início da Guerra Civil Americana


1862 – 22 de Setembro - Promulgada a abolição da escravatura pelo presidente dos Estados Unidos, Abraham Lincoln; em 28 de Novembro - Fundado o primeiro clube de futebol do mundo, o Notts County, na cidade de Nottingham


1863 – 10 de janeiro - Abertura da primeira secção do Metro de Londres.


1871 – Lei do ventre livre no Brasil; em 18 de março - Instaurada a efêmera Comuna de Paris, que viria ser violentamente combatida e duraria apenas 40 dias


1873 – Entre 1873 e 1881, Sigmund Freud estuda Medicina em Viena com Bruecke.


1874 - Primeira exposição impressionista


1879 – Fundação da General Electric Company por Thomas Edison


1880 – Thomas Edison inventou a Lâmpada incandescente; Rodin esculpe O pensador


1885 – 6 de Julho - Louis Pasteur aplica com sucesso a sua vacina contra a raiva.


1887 – 8 de Novembro - Émile Berliner patenteia o Gramofone (Gira-discos).


1888 – Princesa Isabel assina a lei de libertação dos escravos (Lei Áurea), abolindo assim a escravidão no Brasil; em 23 de dezembro - Sofrendo de depressão, Vincent Van Gogh, pintor pós-impressionista holandês, corta parte da sua orelha esquerda.


1889 – Sigmund Freud aperfeiçoa a técnica de hipnose em Nancy; proclamação da república do Brasil


1891 – 29 de Dezembro - Thomas Edison patenteia o rádio.


1895 – 27 de Dezembro - Os irmãos Lumière mostram pela primeira vez ao público o filme L'Arrivée d'un Train en Gare, no Grand Café, no Boulevard des Capucines. É, por muitos, considerada a data do nascimento do Cinema.


1896 – Olimpíada Moderna


1900 – A norte-americana Coca-Cola é lançada na Europa
 
 
 
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E SEU PROLONGAMENTO NO SÉCULO XIX
 
A Revolução Industrial consistiu em um conjunto de mudanças tecnológicas com profundo impacto no processo produtivo em nível econômico e social. Iniciada na Inglaterra em meados do século XVIII, expandiu-se pelo mundo a partir do século XIX. O que aconteceu no século XIX? Embarcação a motor (1803), iluminação das ruas a gás (Inglaterra) (1807); conclusão da locomotiva a vapor e inauguração da primeira ferrovia na Grã-bretanha (1825); inauguração da primeira linha de telégrafo nos EUA (1844); primeiro cabo telegráfico submarino entre EUA e Grã-bretanha (1865); invenção do telefone (1876); invenção do fonógrafo por T. Edson (1877); iluminação elétrica nos EUA (1879); invenção do motor a exploração (1885).
 
Após 1830, a produção industrial se descentralizou da Inglaterra e se expandiu rapidamente pelo mundo, principalmente para o noroeste europeu, e para o leste dos Estados Unidos da América. Porém, cada país se desenvolveu em um ritmo diferente baseado nas condições econômicas, sociais e culturais de cada lugar. Na Alemanha com o resultado da Guerra Franco-prussiana em 1870, houve a Unificação Alemã que, liderada por Bismarck, impulsionou a Revolução Industrial no país que já estava ocorrendo desde 1815. Foi a partir dessa época que a produção de ferro fundido começou a aumentar de forma exponencial. Na Itália a unificação política realizada em 1870, à semelhança do que ocorreu na Alemanha, impulsionou, mesmo que atrasada, a industrialização do país. Essa só atingiu ao norte da Itália, pois o sul continuou basicamente agrário.
 
  
SITUAÇÃO DOS TRABALHADORES
 
Horas de trabalho por semana para trabalhadores adultos nas indústrias têxteis:
 
1780 - em torno de 80 horas por semana
 
1820 - 67 horas por semana
 
1860 - 53 horas por semana
 
2007 - 46 horas por semana
 
 
 Ainda no século XIX:
 
Movimento Ludista (1811-1812) – reclamações contra as máquinas inventadas após a revolução para poupar a mão-de-obra já eram normais. Mas foi em 1811 que o estopim estourou e surgiu o movimento ludista, uma forma mais radical de protesto. O nome deriva de Ned Ludd, um dos líderes do movimento. Os luditas chamaram muita atenção pelos seus atos. Invadiram fábricas e destruíram máquinas, que, segundo os luditas, por serem mais eficientes que os homens, tiravam seus trabalhos, requerendo, contudo, duras horas de jornada de trabalho. Os manifestantes sofreram uma violenta repressão, foram condenados à prisão, à deportação e até à forca. Os luditas ficaram lembrados como "os quebradores de máquinas". Anos depois os operários ingleses mais experientes adotaram métodos mais eficientes de luta, como a greve e o movimento sindical.
 
Movimento Cartista (1837-1848) – em seqüência veio o movimento "cartista", organizado pela "Associação dos Operários", que exigia melhores condições de trabalho como: particularmente a limitação de oito horas para a jornada de trabalho; a regulamentação do trabalho feminino; a extinção do trabalho infantil; a folga semanal; o salário mínimo. Este movimento lutou ainda pelos direitos políticos, como o estabelecimento do sufrágio universal (apenas para os homens, nesta época) e extinção da exigência de propriedade para se integrar ao parlamento e o fim do voto censitário. Esse movimento se destacou por sua organização, e por sua forma de atuação, chegando a conquistar diversos direitos políticos para os trabalhadores.
   
As "trade-unions" – os empregados das fábricas também formaram associações denominadas trade unions, que tiveram uma evolução lenta em suas reivindicações. Na segunda metade do século XIX, as trade unions evoluíram para os sindicatos, forma de organização dos trabalhadores com um considerável nível de ideologização e organização, pois o século XIX foi um período muito fértil na produção de idéias antiliberais que serviram à luta da classe operária, seja para obtenção de conquistas na relação com o capitalismo, seja na organização do movimento revolucionário cuja meta era construir o socialismo objetivando o comunismo. O mais eficiente e principal instrumento de luta das trade unions era a greve.
 
 
 FILOSOFIA DO SÉCULO XIX
 
Nos finais do século 18 um movimento conhecido como Romantismo buscou combinar a racionalidade formal do passado, com um maior e mais imediato senso emocional e orgânico do mundo. Idéias fundamentais que reluzem esta mudança são a Evolução, como postulado por Goethe, Erasmus e Charles Darwin. Pressões para igualitarismo e mudanças rápidas e forçosas, culminaram em um período de revolução e turbulência que fariam com que a filosofia mudasse de uma forma proveitosa.
 
Influência do Iluminismo se mantém
 
No início do século 19 na Inglaterra, Jeremy Bentham e John Stuart Mill promoveram a idéia de que as ações são certas quando maximinizam o prazer e minimizam a dor.
 
Positivismo de Auguste Comte
 
Marxismo
 
Os filósofos americanos C.S. Peirce e William James desenvolveram a filosofia pragmática nos finais do século 19;

F. Nietzsche (1844-1900)
 
Sigmund Freud (1856-1939)


MÚSICA NO SÉCULO XIX: MÚSICA ROMÂNTICA
 
 
 
Os compositores clássicos tinham por objetivo atingir o equilíbrio entre a estrutura formal e a expressividade. Os românticos vieram desequilibrar tudo. Eles buscavam maior liberdade de forma, a expressão mais intensa e vigorosa das emoções, frequentemente revelando seus pensamentos mais profundos, inclusive suas dores. Muitos compositores românticos eram ávidos leitores e tinham grande interesse pelas outras artes, relacionando-se estreitamente com escritores e pintores. Não raro uma composição romântica tinha como fonte de inspiração um quadro visto ou um livro lido pelo compositor.
 
Dentre as muitas ideias que exerceram enorme fascínio sobre os compositores românticos temos: terras exóticas e o passado distante, os sonhos, a noite e o luar, os rios, os lagos e as florestas, as tristezas do amor, lendas e contos de fadas, mistério, a magia e o sobrenatural. As melodias tornam-se apaixonadas, semelhantes à canção. As harmonias tornam-se mais ricas, com maior emprego de dissonâncias.
 
Durante o Romantismo houve um rico florescimento da canção, principalmente do Lied ( ‘canção’ em alemão) para piano e canto. O primeiro grande compositor de Lieder ( plural de Lied ) foi Schubert.
 
As óperas mais famosas hoje em dia são as românticas. Os grandes compositores de óperas do Romantismo foram os italianos Verdi e Rossini e na Alemanha, Wagner. No Brasil, destaca-se Antônio Carlos Gomes com suas óperas O Guarani, Fosca, O Escravo, etc.
 
A orquestra cresceu não só em tamanho, mas também em abrangência. A seção dos metais ganhou maior importância. Na seção das madeiras adicionou-se o flautim, o clarone, o corne inglês e o contrafagote. Os instrumentos de percussão ficaram mais variados.
 
O Concerto romântico usava grandes orquestras; e os compositores, agora sob o desafio da habilidade técnica dos virtuoses, tornavam a parte do solo cada vez mais difíceis.
 
Até a metade do século XIX, toda a música fora dominada pelas influências alemãs. Foi quando compositores de outros países, principalmente os russos, passaram a ter a necessidade de criar a sua música. Inspiravam-se nas músicas folclóricas e lendas de seus países. É o chamado Nacionalismo Musical.
 
No século XIX o piano passou por diversos melhoramentos. Quase todos os compositores românticos escreveram para o piano, mas os mais importantes foram: Schubert, Mendelssohn, Chopin, Schumann, Liszt e Brahms. Embora em meio às obras destes compositores se encontrem sonatas, a preferência era para peças curtas e de forma mais livre.
 
Havia uma grande variedade, entre elas as danças como as valsas, as polonaises e as mazurcas , peças breves como o romance, a canção sem palavras, o prelúdio, o noturno, a balada e o improviso.
 
Outro tipo de composição foi o Étude (Estudo), cujo objetivo era o aprimoramento técnico do instrumentista. Com efeito, durante esta época houve um grande avanço nesse sentido, favorecendo a figura do Virtuoso: músico de concerto, dotado de uma extraordinária técnica. Virtuosos como o violinista Paganini e o pianista Liszt eram admirados por plateias assombradas.
 
  
Principais compositores Românticos
 
 
Gustav Mahler - 1860/1911
 
Moritz Moszkowki - 1854/1925
 
Geuseppe Verdi - 1813/1901
 
Sergei V. Rachmaninov - 1873/1943
 
Louis Hector Berlioz - 1803/1869
 
F.Schubert 1797 - 1828
 
F. Mendelssohn 1809 - 1847
 
F. Chopin 1810 - 1849
 
R. Schumann 1810 - 1856
 
F.Liszt 1811 - 1886
 
R. Wagner 1813 - 1883
 
J. Brahms 1838 - 1897
 
Tchaikovsky 1840 - 1893
 
  
PINTURA NO SÉCULO XIX
 
Mas é a partir do século XIX com o crescimento da técnica de reprodução de imagens, graças à Revolução Industrial, que a pintura de cavalete perde o espaço que tinha no mercado. Até então a gravura era a única forma de reprodução de imagens, trabalho muitas vezes realizado por pintores. Mas com o surgimento da fotografia, a função principal da pintura de cavalete, a representação de imagens, enfrenta uma competição difícil. Essa é, de certa maneira, a crise da imagem única e o apogeu de reprodução em massa.
 
 
 ARTE, CIÊNCIA E LITERATURA NO SÉCULO XIX (disponível em: http://www.mundoeducacao.com.br/historiageral/arte-ciencia-literatura-no-seculo-xix.htm)
 
 
 Na esfera artística, o individualismo e o ritmo frenético dos ambientes urbanos impulsionaram a criação de novos movimentos. O Romantismo criticava as mudanças da sociedade industrial e buscava o refúgio na vida próxima à natureza e a exaltação dos sentimentos amorosos. Muitos dos participantes desta corrente também atacavam o mundo em que viviam tecendo obras onde o drama e a opressão das camadas populares era costumeiramente representada.
 
Essas correntes mais contestadoras, na segunda metade do XIX, perderam espaço para o Parnasianismo. Esse movimento pautava uma concepção de elogio ao belo, considerando que a arte seria um campo autônomo que não deveria se ocupar dos conflitos e horrores da condição humana. Em contrapartida, a corrente Naturalista e Realista valorizavam as contradições das relações humanas e a reflexão do mundo vivido. Nesse mesmo período também se estabelece uma literatura engajada e fortemente influenciada pelo pensamento marxista.
 
Na arquitetura, retomaram-se padrões estéticos passados. O estilo gótico medieval mais uma vez apareceu entre as construções. Na França, o Art Noveau valorizava a decoração arquitetônica com o uso de linhas sinuosas e inspiração em elementos da natureza. Além disso, o uso do concreto armado viabilizou o aumento das construções prediais e a elaboração de desenhos arquitetônicos cada vez mais arrojados. Foi nessa época que os arranha-céus começaram a dominar o ambiente das grandes cidades contemporâneas.
 
Na pintura, podemos detectar uma grande via de diálogo com as correntes literárias. O Realismo procurou retratar situações cotidianas e trazer um equilíbrio entre o rigor estético e a expressão dos sentimentos. Outra importante corrente nascida no período foi a impressionista. Valorizando a sensação causada pelas cores, retratavam diferentes situações mundanas.
 
A música nessa época também viveu grandes mudanças, tanto no campo erudito quanto no popular. O predominante romantismo da obra de Beethoven abriu portas para uma rica geração de compositores. Wagner começou a privilegiar a temática nacionalista. Stravinski e Schönberg buscaram grandes rupturas com o sistema musical clássico, criando o sistema dodecafônico.
 
Outra grande mudança foi concebida na música popular. Até então, a música popular era considerada um tipo de música rude e sem maiores rigores ou complexidades. O jazz apareceu com uma novidade musical arraigada nos guetos norte-americanos. Influenciado pelo blues, work-songs e spirituals dos trabalhadores rurais negros, o jazz mostrou uma complexidade estética que questionava a separação da cultura erudita e popular.
 
Na passagem do século XIX para o XX, a chamada cultura de massa começou a aparecer nas grandes cidades. Na França, os irmãos Lumière causaram uma nova transformação no campo das artes. A criação do cinematógrafo trouxe a criação das artes cinematográficas. Elogiada por uns e criticada por outros, o cinema fundou a chamada “sétima arte”.
 
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HISTÓRIA DA ARTE NO SÉCULO XIX
 
1. O projeto iluminista e a construção da Modernidade. A autonomia da arte e a noção de gosto. Razão e sentimento: problemática dos conceitos (neo)clássico e romântico. O pitoresco e o sublime. Consciência histórica e patrimonial.
 
2. Situação da pintura e escultura europeias na passagem para o século XIX. Produção artística em França de David a Delacroix. Goya, Füssli e Blake. O romantismo alemão e Friedrich. O paisagismo inglês. A escultura de Canova a Carpeaux e Rude.
 
3. Arquitectura pós-Revolução Francesa. Os arquitectos visionários e o neoclassicismo em França de Soufflot a Durand. Palladianismo, revivalismos históricos e o pitoresco no Reino Unido. A arquitectura alemã: Klenze e Schinkel. Classificação e conservação do património monumental. A questão do neogótico e o debate sobre o restauro dos monumentos históricos: Pugin, Ruskin e Viollet-le-Duc. Novos materiais e tecnologias: da arquitectura do ferro à difusão do betão.
 
4. Pintura de paisagem em França: Corot e a Escola de Barbizon. Estética realista: Courbet, Millet e Daumier. De Manet à definição das propostas impressionistas. Gauguin e o movimento simbolista. Cézanne
 
BALZAC
 
Honoré de Balzac (Tours, no departamento francês de Indre-et-Loire, 20 de maio de 1799 — Paris, 18 de agosto de 1850) foi um romancista francês. Em 1849, com a saúde debilitada, viajou à Polônia para visitar Eveline Hanska, rica dama polaca com quem se correspondeu mais de 15 anos. Em 1850, três meses antes da morte de Balzac, eles casaram-se.
 
GÖTHE
 
Johann Wolfgang von Goethe (Frankfurt am Main, 28 de Agosto de 1749 — Weimar, 22 de Março de 1832) foi um escritor alemão e pensador que também incursionou pelo campo da ciência. Como escritor, Goethe foi uma das mais importantes figuras da literatura alemã e do Romantismo europeu, nos finais do século XVIII e inícios do século XIX. Juntamente com Friedrich Schiller foi um dos líderes do movimento literário romântico alemão Sturm und Drang.

 
Fotografia e Cinema

Schulze, Scheele, e Wedgewood descobriram o processo onde os átomos de prata possuem a propriedade de possibilitar a formação de compostos e cristais que reagem de forma delicada e controlável à energia das ondas de luz. Porém, o francês Joseph-Nicéphore Niépce o fisionotraço e a litografia. Em 1817, obteve imagens com cloreto de prata sobre papel. Em 1822, conseguiu fixar uma imagem pouco contrastada sobre uma placa metálica, utilizando nas partes claras betume-da-judéia, este fica insolúvel sob a ação da luz, e as sombras na base metálica. A primeira fotografia conseguida no mundo foi tirada no verão de 1826, da janela da casa de Niepce, encontra-se preservada até hoje. Esta descoberta se deu quando o francês pesquisava um método automático para copiar desenho e traço nas pedras de litografia. Ele sabia que alguns tipos de asfalto entre eles o betume da judéia endurecem quando expostos à luz. Para realizar seu experimento, dissolveu em óleo de lavanda o asfalto, cobrindo com esta mistura uma placa de peltre (liga de antimônio, estanho, cobre e chumbo). Colocou em cima da superfície preparada uma ilustração a traço banhada em óleo com a finalidade de ficar translúcida. Expôs ao sol este endureceu o asfalto em todas as áreas transparentes do desenho que permitiram à luz atingir a chapa, porém nas partes protegidas, o revestimento continuou solúvel. Niépce lavou a chapa com óleo de lavanda removendo o betume. Depois imergiu a chapa em ácido, este penetrou nas áreas em que o betume foi removido e as corroeu. Formando desta forma uma imagem que poderia ser usada para reprodução de outras cópias.

Niepce e Louis-Jacques Mandé Daguerre iniciaram suas pesquisas em 1829. Dez anos depois, foi lançado o processo chamado daguerreótipo.

Este consistia numa placa de de ouro e prateada, exposta em vapores de iodo, desta maneira, formava uma camada de iodeto de prata sobre si. Quando numa câmara escura e exposta à luz, a placa era revelada em vapor de mercúrio aquecido, este aderia onde havia a incidência da luz mostrando as imagens. Estas, eram fixadas por uma solução de tiossulfato de sódio. O daguerreótipo não permitia cópias, apesar disso, o sistema de Daguerre se difundiu. Inicialmente muito longos, os tempos de exposição encurtaram devido às pesquisas de Friedrich Voigtländer e John F. Goddard em 1840, estes criaram lentes com abertura maior e ressensibilizavam a placa com bromo.

William Henry Fox Talbot lançou, em 1841, o calótipo, processo mais eficiente de fixar imagens. O papel impregnado de iodeto de prata era exposto à luz numa câmara escura, a imagem era revelada com ácido gálico e fixada com tiossulfato de sódio. Resultando num negativo, que era impregnado de óleo até tornar-se transparente. O positivo se fazia por contato com papel sensibilizado, processo utilizado até os dias de hoje.

O calótipo foi a primeira fase na linha de desenvolvimento da fotografia moderna, o daguerreótipo conduziria à fotogravura, processo utilizado para reprodução de fotografias em revistas e jornais.

Frederick Scott Archer inventou em 1851 a emulsão de colódio úmida. Era uma solução de piroxilina em éter e álcool, adicionava um iodeto solúvel, com certa quantidade de brometo, e cobria uma placa de vidro com o preparado. Na câmara escura, o colódio iodizado, imerso em banho de prata, formava iodeto de prata com excesso de nitrato. Ainda úmida, a placa era exposta à luz na câmara, revelada por imersão em pirogalol com ácido acético e fixada com tiossulfato de sódio. Em 1864, o processo foi aperfeiçoado e passou-se a produzir uma emulsão seca de brometo de prata em colódio.

Há controvérsias, sobre a pátria de origem do cinema (cf. TOULET, s/d; ROSENFELD, 2002; NAZÁRIO, 1999). França, Alemanha e Estados Unidos dividem os méritos;Em 1891, Thomas A. Edison e W. Dickson patentearam, nos EUA, uma câmera denominada Kinetoscópio e um aparelho de visão individual que reconstituía o movimento, o Kinetoscópio.
Kinetoscópio é uma caixa de madeira com um monóculo instalado na parte superior externa e que, individualmente, podia-se ver fotografias em movimento no seu interior.

O cinema, novidade no fim do século XIX e início do XX, exigiu do público novos saberes no contato com a nova linguagem imagética. Enfrentar filas, acostumar o olho com o brilho de uma tela, sincronizar a leitura das legendas com as imagens, tudo isso desencadeou nas pessoas séries de movimentos corporais e emocionais específicos à situação.

Vinicius de Moraes, alertou, em um de seus textos, que “[...] é preciso também saber ir ao cinema” (1991, p. 25). Outro aspecto que solicitou novos aprendizados foi a própria sociabilidade entretida nas salas de projeção, nos encontros de dezenas, centenas de pessoas – pensemos nas salas gigantescas com capacidade para 5 mil pessoas-, inclusive de camadas sociais distintas.

Martín-Barbero e Rey, comentando uma afirmação de C. Monsivais, nos dizem que, na primeira metade do século XX, os mexicanos não iam “ao cinema para sonhar, mas para aprender a ser mexicanos” (2001, p. 35).

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